Chave para as espécies Neotropicais do gênero Eccritotarsus Stål, 1860
(Espécies que ocorrem no Brasil em asterisco. Baseado em Carvalho & Schaffner, 1986 Parte I e II; Carvalho, 1984 e 1985).
1. Clavo inteiramente negro.
2
– Clavo variando do negro com manchas brancas para uniformemente claro, mas nunca inteiramente negro.
24
2. Pronoto amarelo-claro ou branco, às vezes calos mais escuros.
3
– Pronoto negro ou claro com áreas negras ou escuras no disco.
5
3. Faixa negra em meia lua no cório unindo-se à margem interna escura do cúneo; aréola da membrana hialina.
Eccritotarsus nicaraguensis
– Faixa negra do cório não se estendendo posteriormente à margem interna do cúneo.
4
4. Antena e aréola da membrana e ápices dos fêmures e tíbias negras
(
Fig. 1
);
cúneo menos que duas vezes mais longo que largo na base.
– Antena e aréola da membrana pálidas; ápices dos fêmures pálidos, tíbias escurecidas; cúneo duas vezes mais longo que largo na base.
Eccritotarsus longicuneatus
5. Pronoto não totalmente negro dorsalmente, calos e colar claros.
6
– Pronoto totalmente negro dorsalmente.
10
6. Cabeça predominantemente negra; pronoto claro apenas na área do colar.
7
– Cabeça clara; porção anterior do pronoto ou maior parte do disco clara.
8
7. Toda a membrana da asa (exceto mancha próxima ao ápice do cúneo) negra; ápice do embólio negro.
Eccritotarsus aimaranus
– Ápice da membrana da asa e todo o embólio claro.
Eccritotarsus quincomilianus
8. Região anterior do pronoto (área do colar e calos), clara ao lutescente
(
Fig. 2
).
– Disco do pronoto claro, exceto na margem posterior e/ou ângulos umerais.
9
9. Pronoto com faixa longitudinal mediana escura; cúneo negro na margem externa.
Eccritotarsus bolivianus
– Pronoto sem faixa escura longitudinal; cúneo negro na margem interna.
Eccritotarsus urus
10. Aréola da membrana totalmente clara ou escura a negra apenas na base.
11
– Aréola da membrana totalmente escura a negra.
14
11. Aréola da membrana totalmente clara.
12
– Aréola da membrana escura a negra apenas na base.
13
12. Cúneo escuro a negro na margem interna e ápice; fêmures e tíbias escuros a negro; cabeça negra.
Eccritotarsus paracruciatus
– Cúneo hialino, escurecido apenas no ápice
(
Fig. 3
);
fêmur posterior negro no ápice
(
Fig. 4
);
tíbias claras; cabeça clara nas laterais.
13. Segmento da antena I negro; comprimento 5,9 mm.
Eccritotarsus incaicus
– Segmento da antena I claro na base; comprimento 3,5 mm.
Eccritotarsus curtipilis
14. Xifo do prosterno e área anterior à fenda coxal (às vezes o colar do pronoto parcial ou totalmente) claros
(
Fig. 5
).
– Xifo do prosterno e área anterior à fenda coxal negros.
15
15. Segmento da antena I pálido.
16
– Segmento da antena I escuro a negro.
20
16. Faixa transversal do cório descontínua ao nível da comissura corial
;
ápice da membrana com faixa longitudinal escura
(
Fig. 6
).
– Faixa transversal do cório contínua, conectando-se ao nível da comissura corial; ápice da membrana pálida.
17
17. Fêmur posterior negro no ápice.
18
– Fêmur posterior inteiramente pálido.
19
18. Cabeça pálida com pequena mancha negra no vértice; tíbias e antenas com pelos longos.
Eccritotarsus pilosus
– Cabeça negra; tíbias e antenas com pelos curtos
.
Eccritotarsus cochabambensis
19. Faixa transversal do cório larga, margem superior alcançando o terço apical do clavo; região anterior do pronoto antes dos calos não visivelmente estreitada
.
Eccritotarsus mexicanus
– Faixa transversal do cório não tão larga e não alcançando o terço apical do clavo; região anterior do pronoto antes dos calos estreita.
Eccritotarsus variabilis
20. Segmento da antena I mais curto que a largura do vértice
.
Eccritotarsus calanganus
– Segmento da antena I mais longo que a largura do vértice.
21
21. Tíbias e terço apical dos fêmures escuros a negros
.
Eccritotarsus pomacochanus
– Fêmures, se negros, apenas no extremo ápice; tíbias amarelo-claras ou, se escurecidas, apenas o fêmur posterior escuro no ápice.
22
22. Zona evaporatória do peritrema ostiolar escura a negra
.
Eccritotarsus ingenioensis
– Zona evaporatória do peritrema ostiolar clara a branca.
23
23. Faixa transversal larga estendendo-se até a margem costal do embólio.
Eccritotarsus machupichanus
– Faixa transversal não se estendendo consideravelmente sobre o embólio
.
Eccritotarsus tandapianus
24. Pronoto visto de cima inteiramente escuro a negro.
25
– Pronoto de cor variável, mas não totalmente escuro a negro.
37
25. Área areolar da membrana pálida.
26
– Área areolar da membrana escura a negra.
31
26. Cúneo hialino; cabeça pálida marrom-amarelada.
27
– Cúneo escuro a negro no ápice, às vezes ao longo da margem; cabeça negra.
28
27. Cabeça negra.
Eccritotarsus gallegoi
27’’ Parte da faixa transversal que se estende sobre o embólio mais estreita que o comprimento do segmento da antena I; fêmur posterior pálido no ápice
(
Fig. 7
).
27’’’ Parte da faixa transversal que se estende sobre o embólio mais larga que o comprimento do segmento da antena I
;
fêmur posterior negro no ápice
(
Fig. 8
).
28. Faixa transversal do cório se estreitando próximo ao embólio e não alcançando sua margem externa; fêmur posterior claro.
Eccritotarsus colocasicus
– Faixa transversal do cório não consideravelmente estreitada e alcançando a margem externa do embólio; fêmur posterior escuro a negro no ápice.
29
29. Clavo geralmente claro com coloração marrom no ápice e, em menor grau, ao longo da margem que limita o escutelo
(
Fig. 9
).
– Clavo preto com pequena mancha clara.
30
30. Margem externa do embólio clara; comprimento 5 mm.
Eccritotarsus clavinotatus
– Embólio escuro até a sua margem externa; comprimento 3,5 mm
.
Eccritotarsus curtipilis
31. Clavo escuro na base, ao longo da margem interna e no ápice; cúneo aproximadamente tão longo quanto largo e mais largo no ápice do que o usual.
Eccritotarsus brevicuneatus
– Clavo negro com mancha clara; cúneo mais longo do que largo ou, se igual, então de formato regular.
32
32. Cório com mancha oblíqua clara perto do ápice do clavo, outra pequena mancha localizada dentro da faixa transversal escura próxima da comissura corial.
Eccritotarsus feioi
– Cório sem as manchas descritas acima.
33
33. Antena, exceto na base do segmento da antena I, escura a negra; fronte clara com uma linha longitudinal mediana; cerdas na margem externa do embólio longas e densas
.
Eccritotarsus pilosoides
– Antena clara; fronte negra; cerdas no embólio curtas.
34
34. Fêmures posteriores claros; espécies pequenas, não excedendo 3,4 mm de comprimento
.
Eccritotarsus sonorensis
– Fêmures posteriores negros no ápice; espécies maiores, não menos que 3,8 mm de comprimento.
35
35. Cúneo tão longo quanto largo na base, corpo notavelmente largo
(
Fig. 10
).
– Cúneo mais longo que largo na base; corpo notavelmente alongado.
36
36. Escutelo inclinado em direção ao seu ápice; se o escutelo for medido ao longo da sua linha médio-dorsal, o comprimento do escutelo é de aproximadamente ¼ do comprimento do clavo; forma geral alongada
.
Eccritotarsus mapirinus
– Extremo ápice do escutelo inclinado abruptamente; o comprimento do escutelo medido ao longo da linha médio-dorsal é ligeiramente menor que ½ da distância do comprimento do clavo; forma geral não alongada
.
Eccritotarsus tucumanus
37. Clavo inteiramente claro.
38
– Clavo claro com manchas ou áreas negras.
42
38. Cório sem manchas negras.
39
– Cório com manchas negras.
40
39. Cor pálida uniformemente branco-amarelada
(
Fig. 11
).
– Fronte, embólio próximo ao meio e ápice do fêmur posterior avermelhados
(
Fig. 12
).
40. Metade basal das tíbias escura a negra; forma do corpo alongada.
Eccritotarsus elongatus
– Metade basal das tíbias não escura a negra.
41
41. Ápice do cúneo escuro a negro
.
Eccritotarsus saranus
– Ápice do cúneo claro
(
Fig. 13
).
42. Coloração geral cinza, frequentemente com regiões escuras.
43
– Coloração geral outra que não cinza.
44
43. Com faixa longitudinal escura começando no centro do escutelo e se estendendo posteriormente até o clavo, ao longo da comissura corial; cúneo marginado com coloração escura ao longo das margens interna e externa
.
Eccritotarsus cinctus
– Sem faixa longitudinal; ápice do clavo escuro; cório com faixa transversal reduzida a uma mancha
.
Eccritotarsus panamensis
44. Cório com uma ou duas manchas arredondadas (não distintamente oblongas) escuras a negras (frequentemente outra no clavo), sem faixa transversal.
45
– Cório com faixa escura a negra (transversal, oblíqua, semicircular, longitudinal ou de outra forma) que pode ou não ter manchas.
52
45. Cório com duas pequenas manchas arredondadas e uma no clavo.
Eccritotarsus colombianus
– Cório com apenas uma mancha arredondada, cúneo com ou sem mancha.
46
46. Embólio negro; tíbias negras ou escuras.
Eccritotarsus embolionigrus
– Embólio totalmente claro; tíbia anterior geralmente clara.
47
47. Cúneo negro apenas no ápice; tíbia posterior negra e engrossada na base.
Eccritotarsus similaris
– Cúneo negro no ápice e/ou ao longo da sua margem interna; tíbia posterior clara ou escura apenas na base ou, quando negras, não engrossada na base.
48
48. Fêmur posterior com ápice negro.
49
– Fêmur posterior unicolor, claro.
50
49. Ápice e ângulo basal interno do cúneo negros, formando junto com a mancha no clavo e mancha no cório um total de 4 manchas por hemiélitro; pronoto claro.
– Cúneo negro apenas no ápice; clavo mais ou menos escuro com grande mancha clara; pronoto com 2 manchas negras
.
Eccritotarsus tingoensis
50. Segmento da antena I negro; base do clavo negra.
Eccritotarsus nigritibialis
– Segmento da antena I claro ou levemente escurecido; base do clavo clara.
51
51. Cúneo negro ao longo da margem interna.
Eccritotarsus salvadorensis
– Cúneo negro apenas no ápice.
Eccritotarsus argentatus
52. Faixa do cório complexa com ramificações ou de formato semicircular.
53
– Faixa do cório transversal, longitudinal, oblíqua, pode parecer como uma grande mancha longitudinal, ou outras formas, mas não com ramificação complexa.
54
53. Cabeça e área entre os calos com uma faixa longitudinal negra; tíbia posterior clara
.
Eccritotarsus englemani
– Cabeça e área entre os calos sem faixa longitudinal negra; tíbia posterior negra na base.
Eccritotarsus sculpturatus
54. Escutelo escuro a negro pelo menos lateralmente ou no ápice.
55
– Escutelo totalmente pálido.
78
55. Segmento da antena I pálido.
56
– Segmento da antena I com pelo menos alguma coloração escura a negra.
68
56. Cúneo sem coloração escura ou negra.
57
– Cúneo escuro a negro no ápice ou ao longo da margem interna.
62
57. Escutelo marrom-amarelado, escuro a preto no extremo ápice; metade basal da área areolar da membrana escura
.
Eccritotarsus chanchamayanus
– Escutelo negro; área areolar da membrana hialina.
58
58. Extremo ápice do segmento da antena II negro; clavo amarelo, escuro a negro na base e ápice (coloração amarela contrastando com as outras cores no espécime)
.
Eccritotarsus pictusoides
– Segmento da antena II totalmente claro; clavo sem coloração amarela contrastante.
59
59. Pronoto claro, sem marcas escuras; marcas amarrozadas no hemélitro.
Eccritotarsus brunimaculatus
– Pronoto com marcas escuras a pretas.
60
60. Pronoto escuro a negro; centro do colar e centro do disco claros
(
Fig. 14
).
– Coloração escura do pronoto limitada a manchas ou áreas nos ângulos posteriores.
61
61. Ápice do fêmur posterior escuro; margem do clavo escuro
(
Fig. 15
).
– Ápice do fêmur posterior claro a levemente escuro; clavo escuro apenas na base e no ápice
(
Fig. 16
).
62. Escutelo escuro a negro.
63
– Escutelo negro apenas no ápice.
67
63. Pronoto negro com colar claro ou claro com manchas escuras a negras.
64
– Pronoto uniformemente claro.
66
64. Pronoto geralmente negro com colar claro
(
Fig. 17
).
– Pronoto claro com uma ou duas manchas.
65
65. Pronoto claro com uma única mancha mediana no disco.
Eccritotarsus scriptus
– Pronoto claro com duas manchas laterais no disco.
Eccritotarsus quichuanus
66. Pernas uniformemente claras; margem interna do cúneo estreitamente escura a negra; faixa transversal do cório não se estendendo até o embólio.
Eccritotarsus pictus
– Pernas com ápices dos fêmures e grande parte das tíbias escuros a negros; ápice do cúneo escuro a negro; cório com faixa transversal e uma única mancha posterior; sutura transversal se estendendo até o embólio
.
Eccritotarsus tresrianus
67. Metade apical do escutelo escuro a negro
;
área areolar da membrana hialina
(
Fig. 18
).
– Extremo ápice do escutelo escuro; 2/3 basais da área areolar da membrana escura
.
Eccritotarsus chanchamayanusm
68. Pronoto com faixa estreita longitudinal negra; região mediana da tíbia posterior negra.
Eccritotarsus bolivianus
– Pronoto sem faixa longitudinal estreita; tíbia posterior amplamente negra no ápice ou clara.
69
69. Tíbias amplamente escuras a negras.
70
– Tíbias amarelo-claras a levemente escuras ou negras apenas na base.
74
70. Embólio e margens laterais do disco do pronoto escuros a negros.
Eccritotarsus costaricensis
– Embólio branco a marrom-amarelado claro, disco do pronoto não marginado.
71
71. Cório com grande mancha oblonga se estendendo obliquamente da margem interna do embólio até a membrana do hemiélitro; cabeça marrom-amarelada com mancha escura na fronte e outra no vértice
.
Eccritotarsus woldai
– Cório com faixa transversal, longitudinal ou semicircular; cor da cabeça variável.
72
72. Cório com faixa longitudinal negra começando próximo da base e se estendendo paralelamente ao clavo e depois se curvando ou formando um ângulo interno para se unir a uma linha semelhante ao longo da margem interna do cúneo; cabeça clara.
Eccritotarsus angularis
– Cório com faixa transversal ou semicircular.
73
73. Cório com faixa transversal; cabeça com pelo menos clípeo e fronte escuros.
Eccritotarsus tabascoensis
– Cório com faixa semicircular começando ao longo da margem interna do embólio e se curvando em direção à margem interna do cório e continuando ao longo da margem interna do cúneo; cabeça clara.
Eccritotarsus insignis
74. Margem interna do cúneo escura ao longo de todo o seu comprimento.
75
– Cúneo não escuro ao longo de toda a sua margem interna.
76
75. Mesosterno escuro a negro; escutelo de coloração clara no meio
.
Eccritotarsus jaliscoensis
– Mesosterno marrom-amarelado; escutelo uniformemente escuro
.
Eccritotarsus oaxacaenus
76. Tíbia totalmente clara.
Eccritotarsus tingomarianus
– Tíbia não totalmente clara.
76’’
76’’. Escutelo uniformemente escuro a negro; metade basal das tíbias negra.
Eccritotarsus trimaculatus
– Escutelo escuro apenas no ápice; tíbias claras.
77
77. Faixa transversal do cório estreita; ápice do cúneo claro
(
Fig. 19
).
– Faixa transversal do cório não notadamente estreita; ápice do cúneo escuro a negro.
78. Embólio totalmente negro.
79
– Embólio pelo menos parcialmente claro.
80
79. Hemiélitro com faixa longitudinal negra começando no clavo e se estendendo até o cório e ao longo da margem interna do cúneo.
Eccritotarsus linearis
– Hemiélitro sem a faixa longitudinal acima; cório com faixa recurvada começando no embólio e se curvando e se estendendo ao longo da margem interna do cúneo.
Eccritotarsus ecuadorensis
80. Hemiélitro com quatro faixas oblíquas distintas, duas no cório, outras duas na margem interna do cúneo se estendendo até o seu ápice.
Eccritotarsus plagosus
– Hemiélitro sem as faixas acima; cório com uma faixa subapical transversal, geralmente de formato irregular ou com apenas 2 manchas.
81
81. Pronoto e comissura corial claros.
Eccritotarsus tumidus
– Pronoto com duas manchas negras no disco; comissura corial negra.
Eccritotarsus quadrinotatus