Identificação científica

Taxonomia e Morfologia

A taxonomia constitui a base para a organização e compreensão da diversidade de Miridae. A correta identificação das espécies depende da análise integrada de caracteres morfológicos externos e, principalmente, dos caracteres da genitália masculina, apresentados em literatura especializada.

A seção de Morfologia, disponível logo abaixo da chave dicotômica, foi estruturada como uma ferramenta complementar para auxiliar na interpretação dos caracteres diagnósticos empregados nas chaves de identificação.

A consulta simultânea à chave dicotômica e às ilustrações morfológicas permite maior precisão na identificação, reduz ambiguidades e fortalece a consistência taxonômica na determinação de subfamílias, tribos, gêneros e espécies.

Chave de identificação

Chave para Subfamílias de Miridae

Adaptado de Hernández & Henry (2010)

Passe o mouse sobre cada figura para visualizar os caracteres morfológicos. Em celular ou tablet, toque sobre a figura.

Para acessar informações detalhadas, clique no nome da subfamília quando estiver destacado na chave.

1. Tarsos formados por 2 tarsômeros Fig. 1 - A Figura 1 , o primeiro tarsômero menor que o segundo; ocelos presentes.
Isometopinae Baerensprung
Tarsos formados por 3 tarsômeros Fig. 1 - B Figura 1 ; ocelos ausentes.
2
2. Parempódios largos e livres, surgindo na região mediana entre as unhas Fig. 2 A, B Figuras 2 A e B .
3
Parempódios ausentes, substituídos por um par de cerdas Figs. 2 C–G Figuras 2 C a G .
4
3. Parempódios divergentes nos ápices, dilatados Fig. 2 A Figura 2 A ; colar do pronoto distinto, separado do pronoto por sulco marcado Fig. 3 A Figura 3 A .
Mirinae Hahn
Parempódios convergentes nos ápices Fig. 2 B Figura 2 B ; colar do pronoto ausente; se presente, separado do pronoto por um sulco fraco ou levemente marcado.
Orthotylinae Van Duzee
4. Pulvilos presentes, livres ou unidos à superfície interna das unhas Figs. 2 A, B, C, E Figuras 2 A, B, C e E ; às vezes difíceis de ver; nesse caso, o colar do pronoto sempre ausente.
5
Pulvilos ausentes Figs. 2 F, G Figuras 2 F e G ; colar do pronoto presente ou ausente; quando ausente, unhas muito longas, lisas e finas.
6
5. Pulvilos surgindo da base ou margem interna da unha Fig. 2 E Figura 2 E ; membrana do hemiélitro com duas células Fig. 4 Figura 4 ; tarsos uniformemente finos.
Phylinae Douglas & Scott
Pulvilos surgindo da superfície ventral da unha Fig. 2 C Figura 2 C ; às vezes difíceis de ver; membrana do hemiélitro geralmente com uma célula; tarsos engrossando para o ápice (Eccritotarsini) ou muito finos, com pretarso muito reduzido (Dicyphini).
6. Unhas denteadas apenas na base Fig. 2 G Figura 2 G .
Deraeocorinae Douglas & Scott
Unhas finas, longas, nunca denteadas ou engrossadas na base; ápice das unhas com um fino e reduzido dente subapical Fig. 2 F Figura 2 F .
Cylapinae Kirkaldy
Morfologia externa

Morfologia de Miridae — Vistas Lateral e Dorsal

Entender a morfologia dos Miridae é essencial para sua identificação e classificação dentro da família. As vistas lateral e dorsal revelam uma diversidade de formas e estruturas que variam entre subfamílias, tribos, gêneros e espécies.

A observação cuidadosa dessas perspectivas permite reconhecer padrões corporais e caracteres diagnósticos importantes, contribuindo para uma interpretação mais segura das chaves de identificação.

O que observar nas vistas lateral e dorsal

A leitura integrada das diferentes regiões do corpo facilita a comparação entre grupos e permite compreender como cada estrutura contribui para o reconhecimento taxonômico.

A análise conjunta das vistas lateral e dorsal amplia a percepção das proporções corporais e reforça a consistência na identificação dos táxons.

Principais caracteres

  • Observe o formato, a delimitação e a divisão do pronoto, incluindo a presença e a conformação do colar.
  • Compare a posição e a disposição das antenas, dos olhos e das demais estruturas da cabeça.
  • Analise as variações do hemiélitro, a disposição de suas regiões e o número de células presentes na membrana.
Morfologia de Miridae — vistas lateral e dorsal Clique na figura ou no botão para ampliar e ler as indicações anatômicas.
Ilustração com marcações anatômicas destinadas a apoiar a identificação, a interpretação das estruturas externas e a comparação morfológica entre diferentes grupos de Miridae.
Taxonomia e identificação

Genitália de Miridae

A genitália dos percevejos da família Miridae apresenta grande diversidade de formas e estruturas complexas, fundamentais para a identificação taxonômica de gêneros e espécies.

A seguir, são apresentadas as estruturas masculinas e femininas, acompanhadas de descrições dos principais componentes empregados no estudo morfológico e sistemático do grupo.

Genitália Masculina

Estruturas copulatórias

A genitália masculina dos Miridae inclui estruturas como os parâmeros, o endossomo ou edeago e a faloteca. Esses componentes participam do acoplamento, da condução e da transferência de esperma durante a cópula.

A forma, a orientação e o grau de esclerotização dessas estruturas fornecem caracteres diagnósticos importantes para a distinção entre gêneros e espécies.

Componentes principais

  • 1
    Parâmeros: estruturas emparelhadas utilizadas na fixação e no posicionamento durante a cópula.
  • 2
    Faloteca: bainha protetora que envolve o edeago e auxilia na organização do aparelho copulador.
  • 3
    Endossomo: estrutura interna que pode apresentar lóbulos, processos e espinhos esclerotizados.
  • 4
    Gonóporos: aberturas primária e secundária relacionadas à transferência do esperma.
  • 5
    Canal espermático: duto responsável pela condução dos espermatozoides.
Genitália masculina de Miridae Clique na figura ou no botão para visualizar todos os detalhes.
Genitália masculina de Miridae, modificada de Carvalho & Costa (1997), com indicação das principais estruturas utilizadas na identificação taxonômica.

Genitália Feminina

Estruturas de oviposição

A genitália feminina dos Miridae é formada por gonapófises anteriores e posteriores, estilóides e estruturas de suporte relacionadas ao processo de oviposição. Esses componentes também fornecem informações relevantes para a sistemática do grupo.

A organização das placas, gonocoxitos, gonapófises e estruturas esclerotizadas auxilia na comparação morfológica entre diferentes linhagens de Miridae.

Componentes principais

  • 1
    Gonapófises anterior e posterior: componentes associados ao aparelho de oviposição e à postura dos ovos.
  • 2
    Gonocoxito do segmento IX: estrutura de suporte associada às gonapófises.
  • 3
    Placa subgenital: protege e sustenta parte das estruturas reprodutivas internas.
  • 4
    Estilóides: projeções relacionadas ao posicionamento e à orientação dos ovos.
  • 5
    Placa ramal e anéis esclerotizados: estruturas que contribuem para a sustentação do aparelho genital.
  • 6
    Ampola: região associada à passagem dos ovos durante o processo de oviposição.
Genitália feminina de Miridae Clique na figura ou no botão para ampliar e ler as indicações.
Genitália feminina de Miridae, modificada de Fontes (1981), com indicação das estruturas relacionadas à sustentação e ao processo de oviposição.
Base bibliográfica

Referências e bibliografia sugeridas

As referências reunidas nesta seção incluem catálogos taxonômicos, revisões sistemáticas, estudos morfológicos, levantamentos faunísticos e publicações relacionadas à diversidade, biologia e importância econômica dos Miridae.

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