Sucesso ecológico
Os mirídeos, conhecidos como “plant bugs” em inglês, pertencem a uma das 20 famílias mais diversas de insetos no mundo, sendo a maior dentro da ordem Hemiptera, com aproximadamente 11.139 espécies descritas.
O tamanho dos mirídeos oscila entre 1,5 mm, valor comum em espécies braquípteras de Bryocorinae, Orthotylinae e Phylinae, até pouco mais de 15 mm, como em certos Resteniini neotropicais da subfamília Mirinae. A maior parte das espécies apresenta entre 3 e 6 mm de comprimento, com corpo variando de alongado a oval, incluindo representantes mirmecomórficos.
Muitos mirídeos fitófagos exibem coloração vibrante, com vermelho, laranja e amarelo, frequentemente acompanhados por manchas e listras. Entretanto, a maioria apresenta tons mais discretos, como cinza, marrom ou preto, o que lhes confere excelente camuflagem no ambiente.
A família está distribuída em 44 tribos e ocorre nas principais regiões biogeográficas do planeta, com especial destaque para os trópicos e para ecossistemas mediterrâneos. Na região Neotropical, os mirídeos estão representados por 25 tribos, 561 gêneros e 3.429 espécies, correspondendo a cerca de 27% da miridofauna mundial.
Estima-se que, com estudos mais aprofundados na região Neotropical, a fauna de mirídeos possa alcançar cerca de 20.000 espécies. Em razão da pouca informação disponível sobre a bioecologia dos mirídeos tropicais, a história natural desse grupo ainda se fundamenta majoritariamente em espécies de regiões temperadas.
Estudos biogeográficos identificam centros de endemismo em uma grande variedade de habitats, refletindo a capacidade dessas espécies de se ajustar a novas situações, desafios e mudanças. Por isso, os mirídeos apresentam grande potencial como bioindicadores de alterações ecológicas, sendo valiosos para ações de conservação e manejo ambiental.





