Chave de identificação

Chave para os Gêneros de Eccritotarsini no Brasil

Baseada em Carvalho & Ferreira 1995

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1. Hemiélitros sem membrana ou vestigial; clavo e cório indiferenciados; olhos sésseis; fêmeas coleopteriformes Fig. 1 Figura 1 .
Hemiélitros com membrana, clavo e cório distintos em ambos os sexos.
2
2. Olhos pedunculados Fig. 2 Figura 2 ou cúneo muito longo e estreito, 3 a 4 vezes mais longo que largo na base, geralmente alcançando a margem apical da membrana Fig. 3 Figura 3 , Fig. 4 Figura 4 .
3
Olhos sésseis; cúneo menos de 3 vezes mais longo que largo na base e não atingindo o ápice da membrana.
8
3. Ápice do cúneo não alcançando a extremidade apical da membrana Fig. 5 Figura 5 .
4
Ápice do cúneo alcançando a extremidade apical da membrana Fig. 6 Figura 6 , Fig. 7 Figura 7 .
7
4. Cúneo muito estreito na metade apical ou em toda sua superfície, não alcançando o ápice da membrana Fig. 8 Figura 8 .
5
Cúneo largo em toda sua extensão, não curvado, nem longo e estreito, de comprimento aproximadamente igual à largura na base; pedúnculo dos olhos não tão largo quanto a largura de um olho.
6
5. Pedúnculos oculares estendendo-se para cima e para frente; vértice côncavo em forma de V.
Pedúnculos oculares horizontais, estendendo-se lateralmente; vértice é plano ou ligeiramente convexo, não em forma de V; hemiélitros mais amplamente arredondados.
6. Embólio muito largo; hemiélitros afilados para trás Fig. 9 Figura 9 .
Embólio estreito; hemiélitros não afilados para trás.
7. Espécies alongadas, cúneo estreito e longo; lábio alcançando as coxas medianas; olhos fracamente pedunculados; hemiélitros e fêmures pilosos.
Espécies alargadas na região posterior; dimorfismo sexual evidente; cúneo largo pelo menos na base; cor lutescente; veia da membrana reta; cúneo arredondado na região apical com seu ápice contíguo ou separados por uma distância inferior à largura da base cuneal Fig. 10 Figura 10 .
8. Lábio curto e grosso, atingindo as coxas anteriores; veia da membrana arredondada no ápice ( Bothrophorella , Aspidobothrus , Sysinas ).
9
Lábio longo, atingindo o meio do mesosterno ou além.
11
9. Pronoto e hemiélitros pretos, brilhantes e glabros ou com pilosidade pouco distinta; cúneo inclinado, fratura cuneal profunda e larga; cabeça preta Fig. 11 Figura 11 ; pronoto fortemente pontuado.
Pronoto sempre com extensas áreas vermelhas ou alaranjadas; hemiélitros distintamente pubescentes; pronoto fracamente pontuado ou não pontuado ( Aspidobothrys , Sysinas ).
10
10. Cabeça fortemente produzida entre e abaixo das antenas; fronte estriada; olhos grandes, com margem posterior curva; colar do pronoto estreito Fig. 12 Figura 12 , Fig. 13 Figura 13 .
Cabeça não acentuadamente pontuda abaixo da base das antenas; fronte lisa; olhos pequenos com a margem posterior reta; área equivalente ao colar do pronoto larga Fig. 14 Figura 14 .
11. Lábio atingindo o segmento abdominal IV ou além Fig. 15 Figura 15 .
Lábio não alcançando o segmento abdominal IV.
12
12. Espécies geralmente negras; cabeça produzida abaixo das antenas; pronoto convexo, geralmente proeminente e mais elevado que os hemiélitros.
13
Espécies de outra cor, quando negra, sem as características acima.
15
13. Hemiélitros cobertos por pubescência prateada, sedosa ou lanosa; margem externa dos olhos aproximadamente no mesmo nível da margem anterior do pronoto Fig. 15 Figura 15 , Fig. 16 Figura 16 .
Hemiélitros não cobertos por pubescência prateada, sedosa ou lanosa; margem externa dos olhos estendendo-se além do nível da margem anterior do pronoto Fig. 17 Figura 17 .
14
14. Espécies sem pruinosidade prateada nos hemiélitros.
Espécies com pruinosidade prateada nos hemiélitros Fig. 18 Figura 18 .
15. Exocório nos machos com uma depressão ou fossa mediana Fig. 19 Figura 19 .
Exocório nos machos sem depressão ou fossa mediana.
16
16. Tíbias II e III dos machos, internamente, com tubérculo espiniforme Fig. 20 Figura 20 ; coloração geral predominantemente pálida-amarelada ao citrino, hialina, com áreas negras.
Tíbias II e III dos machos sem tubérculos espiniformes.
17
17. Clípeo prolongado em forma de bico Fig. 21 Figura 21 ; antenas com cerdas finas e eretas, maiores que a grossura dos segmentos Fig. 22 Figura 22 .
Clípeo não prolongado em forma de bico.
18
18. Cabeça em vista dorsal pontuda no ápice Fig. 23 Figura 23 ; pronoto finamente pontuado e pubescente.
Cabeça em vista dorsal arredondada no ápice; pronoto não finamente pubescente.
19
19. Espécies de coloração vermelha, lútea, preta ou azul-metálico; segmento antenal II mais grosso que a largura do segmento antenal I.
20
Espécies de outra coloração ou quando vermelhas e pretas com segmento antenal II de grossura igual ao do segmento antenal I.
21
20. Segmento antenal II recoberto por pelos longos, finos e eretos, entremeados com pelos comuns; olhos situados no meio da cabeça Fig. 24 Figura 24 .
Espécies amarelas, laranja ou vermelhas com áreas pretas ou azul-metálico; segmento antenal II recoberto por pelos; olhos situados na região posterior da cabeça.
21. Coloração predominantemente vermelha Fig. 25 Figura 25 ; segmento antenal I tão grosso quanto o II; pelos do segmento antenal II mais longos que a largura do segmento; comprimento do corpo menor que 3,0 mm; escutelo pontuado.
Pelos do segmento antenal II mais curtos que a largura do segmento; corpo maior que 3,0 mm.
22
22. Escutelo liso; segmento antenal I da mesma largura ou pouco mais largo que o vértice.
Segmento antenal I mais fino que o II.
23
23. Região anterior do pronoto larga e projetada sobre o vértice da cabeça Fig. 26 Figura 26 ; clípeo alongado em forma de pequena tromba triangular Fig. 27 Figura 27 .
Região anterior do pronoto não projetada sobre o vértice da cabeça; clípeo normal.
24
24. Região posterior do vértice (“pescoço”) pontuada Fig. 28 Figura 28 ; pronoto com prolongamento ou tubérculo na margem posterior do disco Fig. 29 Figura 29 ; pigóforo do macho com dois prolongamentos curvos Fig. 30 Figura 30 .
Região posterior do vértice lisa; disco do pronoto sem tubérculo; machos sem prolongamentos curvos no pigóforo ou, quando presentes, retos.
25
25. Espécies de coloração lutescente ou avermelhada, ou pelo menos com estas cores associadas a áreas negras.
26
Espécies de outra coloração.
28
26. Lábio atingindo no máximo o mesosterno; olhos retos posterior e internamente; cúneo com comprimento aproximadamente igual à largura na base.
Lábio atingindo as coxas medianas ou além; olhos arredondados internamente e convexos na margem posterior; cúneo cerca de duas vezes mais longo que largo na base.
27
27. Segmento antenal I afilado na metade basal, tão longo quanto o segmento antenal II; pontuação do pronoto densa e grosseira; fêmur posterior curvo e engrossado para o ápice.
Segmento antenal I não afilado na metade basal, mais curto que o segmento antenal II; pontuação do pronoto fina; fêmur posterior normal.
28. Hemiélitros com lados paralelos; pigóforo do macho sem prolongamento inferior; cúneo normal.
Hemiélitros alargados na região mediana.
29
29. Lábio muito grosso; coloração predominantemente negra; macho com prolongamento espiniforme curvo no pigóforo.
Lábio normal, cilíndrico; coloração não predominantemente negra; pigóforo sem prolongamento curvo espiniforme.
30
30. Hemiélitro côncavo na altura do ápice do clavo Fig. 31 Figura 31 ; pigóforo com prolongamento tubercular na margem inferior direita Fig. 32 Figura 32 .
Hemiélitro sem concavidade ao nível do ápice do clavo.
31
31. Cada lado da margem apical posterior do pronoto com um processo arredondado surgindo de uma depressão (característica pouco evidente nas fêmeas); espécie pequena (~2,8 mm) Fig. 33 Figura 33 .
Cada lado da margem apical posterior do pronoto sem processo arredondado ou depressão; comprimento maior que 2,8 mm.
32
32. Margem anterior do pronoto projetando-se sobre a base da cabeça; escutelo pontuado; segmento antenal II mais curto que a largura da cabeça Fig. 34 Figura 34 .
Margem anterior do pronoto não projetada sobre a base da cabeça; escutelo liso.
33
33. Escutelo totalmente encoberto pelo pronoto; clavo negro; hemiélitro com faixa transversal negra.
Escutelo não encoberto pelo pronoto.
34
34. Espécies alongadas, cerca de duas vezes mais longas que largas; coloração negra ou negra com áreas claras Fig. 35 Figura 35 .
Espécies elípticas ou ovais, com menos de duas vezes mais longas que largas; coloração avermelhada ou esbranquiçada Fig. 39 Figura 39 .
Base bibliográfica

Referências e bibliografia sugeridas

Esta seleção reúne trabalhos relacionados à taxonomia, sistemática, diversidade e classificação de Miridae, com ênfase em Bryocorinae, Eccritotarsini e nos gêneros do complexo Neella.

  1. Alvarez-Zapata, A.; Ferreira, P. S. F.; Serna, F. 2022. A taxonomic synopsis of the Eccritotarsini (Hemiptera: Heteroptera: Miridae: Bryocorinae) of Colombia. Zootaxa 5178(2): 101–151. DOI: 10.11646/zootaxa.5178.2.1

  2. Barcellos, A. L. S.; Schmidt, L. S.; Ferreira, P. S. F. 2011. Composition and structure of a Miridae (Hemiptera, Heteroptera) assemblage from a relict of deciduous rainforest in southern Brazil. Iheringia, Série Zoologia 101(1–2): 115–120. DOI: 10.1590/S0073-47212011000100016

  3. Carvalho, J. C. M. 1945. Mirídeos Neotropicais: gêneros Dioniza Distant, Neella Reuter, Collaria Provancher, Falconia Distant e Ophthalmomiris Berg, com descrições de espécies novas (Hemiptera). Revista de Entomologia 16(1–2): 158–187.

  4. Carvalho, J. C. M. 1960. Mirídeos Neotropicais, LXXXVIII: dois novos gêneros do complexo Neella Reuter – Neoneella Costa Lima (Hemiptera, Heteroptera). Arquivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro 50: 47–60.

  5. Carvalho, J. C. M. 1984. Mirídeos Neotropicais, CCXLII: descrições de oito espécies novas da Amazônia (Hemiptera). Revista Brasileira de Biologia 44(1): 99–110.

  6. Carvalho, J. C. M. 1984. Mirídeos Neotropicais, CCXLVII: descrições de um novo gênero e trinta e quatro espécies novas da tribo Bryocorini Douglas & Scott (Hemiptera). Revista Brasileira de Biologia 44(3): 267–294.

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  8. Carvalho, J. C. M. 1989. Mirídeos Neotropicais, CCC: gêneros e espécies novos da América Central e América do Sul (Hemiptera). Revista Brasileira de Biologia 49(1): 261–269.

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  11. Carvalho, J. C. M.; Ferreira, P. S. F. 1995. Mirídeos Neotropicais, CCCXC: chave para os gêneros neotropicais de Bryocorinae Baerensprung, 1860 (Heteroptera). Revista Ceres 42(243): 469–496. Acesso: Revista Ceres

  12. Cazorla, D. 2021. Listado comentado de Miridae (Hemiptera: Heteroptera: Cimicomorpha) de Venezuela. La Revista Nicaragüense de Entomología 243: 1–91.

  13. Coelho, L. A. 2008. Miridofauna (Hemiptera: Heteroptera: Miridae) do Rio Grande do Sul, Brasil. Dissertação (Mestrado em Entomologia), Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais. 175 f. Acesso: Repositório Institucional da UFV

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  15. Alvarez Zapata, A. 2017. Sinopse taxonômica da tribo Eccritotarsini (Hemiptera: Miridae) na Colômbia. Dissertação (Mestrado em Entomologia), Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais. 79 f. Acesso: Repositório Institucional da UFV

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