Porte reduzido, com cerca de 2,0 mm. Corpo com aspecto coleopteriforme, apresentando hemiélitros fortemente convexos e divisão fraca ou inconspícua entre clavo, cório, embólio e cúneo, com fratura visível; membrana muito reduzida. Olhos muito pequenos; dois primeiros segmentos antenais muito grossos. Pronoto fortemente convexo, trapezoidal e fracamente pontuado; calos vestigiais; colar largo, com espessura aproximadamente igual à do segmento antenal I. Escutelo pequeno, com triângulo escavado na base, parcialmente coberto pelo pronoto. Pernas curtas e grossas, com fêmures posteriores mais robustos (Carvalho 1946).
Caracterizado pela coloração castanha a vermelho-escura, com pilosidade curta, densa e ereta. Fêmures posteriores fortemente recurvados para dentro e mais robustos que os demais. Pernas e lábio flavos a castanho-amarelados; base do abdome e mesosterno negros; ápice do abdome vermelho a castanho. Cabeça, olhos e área anterior do pronoto, na região dos calos, escuros ou negros; base do segmento antenal I branca (Carvalho 1946).
Desconhecida.
Macho desconhecido. O exemplar holótipo foi encontrado por Wygodzinsky, que sugeriu o nome genérico Coleopteromiris devido à sua estreita semelhança com coleópteros, entre os quais o inseto foi coletado (Carvalho 1946).
Registro documentado em Campos do Jordão, São Paulo, segundo Carvalho (1946). Selecione a localidade para consultar os dados ambientais e bibliográficos.
Selecione uma localidade para centralizá-la no mapa e atualizar o painel científico.
Esta referência apresenta a descrição de três novos gêneros de Miridae no Brasil, contribuindo para o conhecimento taxonômico da fauna neotropical.
Carvalho, J. C. M. 1946. Mirídeos neotropicais, XXII: três gêneros novos do Brasil (Hemiptera). Boletim do Museu Nacional, Nova Série, Zoologia, Rio de Janeiro 59: 1–6.