Tribo Bryocorini Baerensprung

Diagnose. Os membros desta tribo têm um colar pronotal arredondado, um número reduzido de tricobótrios femorais e todas as espécies se alimentam de samambaias (Pteridophyta) (Hernández & Henry, 2010). Apenas um gênero e duas espécies estão registradas para o Brasil (Ferreira et al., 2025).

Bibliografia

  • HERNÁNDEZ, L. M. & HENRY, T. J. (2010). The Plant Bugs or Miridae (Hemiptera: Heteroptera) of Cuba. ISBN 978-954-642-529-4. Pensoft Series Faunistica No 92, ISSN 1312-0174. 213 pp.
  • KONSTANTINOV, F. V., NAMYATOVA, A. A. & CASSIS, G. (2018). A synopsis of the bryocorine tribes (Heteroptera: Miridae: Bryocorinae): key, diagnoses, host and distributional patterns. Invertebrate Systematics, 32: 866–891. https://doi.org/10.1071/IS17087

Gênero Monalocoris Dahlbom

Sinonímias: Monalocoris Dahlbom, 1851; Sthenarusoides Distant, 1913; Siporia Poppius, 1915; Sthenarusoides Carvalho, 1957.

Diagnose. Colar do pronoto bem delimitado; espécies negras, menor que 5,0 mm de comprimento; antenômero I mais curto ou igual à largura do vértice; fratura cuneal rasa e estreita (Ferreira & Henry, 2011).

Chave para as espécies de Monalocoris no Brasil

1. Pronoto, escutelo e hemélitro uniformemente pretos Fig. 1 Fig. 1 .
Pronoto e hemélitro castanhos a castanhos escuros, com áreas claras; escutelo castanho escuro; terço apical do cório castanho escuro Fig. 2 Fig. 2 .

Comentários

A maioria das espécies de Monalocoris ocorre em samambaias (Ferreira et al., 2001; Wheeler, 2001). Ferreira et al. (2001) listaram os seguintes hospedeiros potenciais:

  • Dryopteris sp. — família Aspleniaceae — ordem Aspleniales
  • Pteridium aquilinum — “Samambaia-das-taperas” — família Polypodiaceae — ordem Filicales

Referências e bibliografia sugeridas

Carvalho, J. C. M. 1957. Catálogo dos Mirídeos do Mundo. Parte I. Subfamílias Cylapinae, Deraeocorinae e Bryocorinae. Arquivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro 44: 1–158.

Carvalho, J. C. M. 1981. The Bryocorinae of Papua New Guinea (Hemiptera: Miridae). Arquivos do Museu Nacional 56: 35–89.

Carvalho, J. C. M. & Gomes, I. P. 1969. Mirídeos Neotropicais, CVII: descrições de cinco espécies novas adicionais da República do Equador (Hemiptera). Revista Brasileira de Biologia 29: 225–230.

Carvalho, J. C. M. & Gomes, I. P. 1971. Mirídeos Neotropicais, CXXVIII: novo gênero e novas espécies de Bryocorini do Brasil (Hemiptera). Revista Brasileira de Biologia 31: 99–102.

Dahlbom, A. G. 1851. Anteckningar öfver Insekter, som blifvit observerade på Gottland och i en del af Calmare Län, under sommaren 1850. Kungliga Svenska Vetenskapsakademiens Handlingar 1850: 155–229.

Distant, W. L. 1913. Reports of the Percy Sladen Trust Expedition to the Indian Ocean in 1905. No. IX Rhynchota. Part I: Suborder Heteroptera. Transactions of the Linnean Society of London 16: 139–190.

Ferreira, P. S. F. & Henry, T. J. 2011. Synopsis and keys to the tribes, genera, and species of Miridae (Hemiptera: Heteroptera) of Minas Gerais, Brazil. Part I: Bryocorinae. Zootaxa 2920: 1–41. DOI: https://doi.org/10.11646/zootaxa.2920.1.1.

Konstantinov, F. V., Namyatova, A. A. & Cassis, G. 2018. A synopsis of the bryocorine tribes (Heteroptera: Miridae: Bryocorinae): key, diagnoses, host and distributional patterns. Invertebrate Systematics 32: 866–891. DOI: https://doi.org/10.1071/IS17087.

Linnavuori, R. E. 1975. Hemiptera of the Sudan, with remarks on some species of the adjacent countries. IV. Miridae and Isometopidae. Annales Zoologici Fennici 12: 1–118.

Poppius, B. 1915. Neue orientalische Bryocorinen. Philippine Journal of Science 10: 75–88.

Santiago-Blay, J. A. & Capriles, J. M. 1989. A new structure on the hind legs of male Monalocoris carioca Carvalho and Gomes (Heteroptera: Miridae). Journal of the New York Entomological Society 97(4): 479–482.

Wagner, E. 1974. Die Miridae Hahn, 1831, des Mittelmeerraumes und der Makaronesischen Inseln. Teil 1. Entomologische Abhandlungen 37 (Suppl.): iii + 484 pp.

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